Um relato de Isabella Prata:
Em 1995, Nizan Guanaes – Dono da Agência DM9, tinha a conta da Antarctica e põe procurou contando que precisava aumentar a visibilidade e vendas dessa cerveja em São Paulo.
Pediu que desenvolvesse um projeto relacionado a cultura, para “vender mais cerveja para Paulistas”, disse.
O patrocínio seria da Cia Antarctica Paulista e da Folha de S.Paulo.
A idéia inicial foi de “uma exposição de artistas brasileiros jovens, dos anos 90”, com base em sugestão do então editor da Folha, Matinas Suzuki, mas não sabiam como desenvolver nem como realizar, com quem, , produzir, escolher os melhores nomes, nem onde expor.
Mergulhei no histórico dos 2 patrocinadores e seus objetivos com um projeto nesse perfil, escutei profundamente o posicionamento que Nizan objetivava,
pesquisei o mercado, público alvo, considerei a equipe e verba que teríamos disponível, desenhei e contratei uma equipe ideal e desenvolvi um projeto de alto impacto, forte, robusto e consistente, para pesquisarmos o que havia de
melhor qualidade para essa exposição e para atrair publico e credibilidade.
Chegamos a conclusão que, mais do que patrocinar uma exposição, deveríamos desenvolver o conceito de outro paradigma: a originalidade de fazermos um levantamento da Nova Producao Brasileira do final do milênio.
O PROJETO
Durante 1 ano, 10 curadores brasileiros viajaram por todo o Brasil visitando estúdios de artistas e instituições culturais e, com toda equipe fizemos a gestão de cada material que em nossas mãos chegava, selecionando aqueles que comporiam o que veio a se chamar PROJETO ANTARCTICA ARTES COM A FOLHA, que ocorreu no Pavilhão Padre Manoel da Nóbrega, design de Oscar Niemeyer, no Parque do Ibirapuera.
Esse pavilhão recebeu investimento do projeto para reforma, pois estava desocupado há anos e com muitos problemas de infra estrutura, foi outra escolha que fizemos para que, além da exposição que foi aberta gratuitamente ao publico, deixássemos um legado para a cidade de S.Paulo, considerando que depois de finalizada a exposição ele estaria em perfeito estado, para continuar recebendo projetos.
ALGUMAS CONQUISTAS
. a exposição foi visitada por grande público, com exelente repercussao na mídia,
. Depois dessa wxposicao, o pavilhao passou a abrigar o Museu Afro Brasil Emanuel Araujo,
. Em poucos meses a Antarctica passou a ser líder de vendas em S.Paulo,
. O levantamento nacional da “produção artística do final daquele milênio” se tornou um marco na historia das artes do Brasil, ganhando livro publicado pela editora Cosac & Naify,
. Muitos dos artistas da exposicao foram imediatamente absorvidos por galerias brasileiras e internacionais, representando ate hoje nomes relevantes do final dos anos 2mil.